quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Como anda a sua alimentação?

Atualmente, a maioria das pessoas prefere a praticidade, o instantâneo e muito, muito açúcar, gordura e alimentos industrializados! E cada vez mais sabemos o quanto esses alimentos fazem mal à nossa saúde né?  São tantos aditivos, corantes, estabilizantes, aromatizantes, que quando vamos olhar bem, não há quase nada de aproveitável naquilo pro nosso organismo, não passam de calorias vazias (isso sem contar a absorção de inúmeras substâncias nocivas e desnecessárias). Foi aí que pensei na minha alimentação e percebi o quanto ela melhorou quando eu reduzi o consumo de tantos produtos industrializados (além da transição pro veganismo, pois nem todo vegano exclui junk food da dieta né?).

Esse artigo da Super Interessante explica um pouco sobre os aditivos químicos e os alimentos ultraprocessados, pra quem quiser se aprofundar um pouco mais. E aqui vai uma dica boa de documentário sobre o tema: 



Esse documentário traz dados alarmantes sobre a alimentação das crianças e a mudança de hábitos da população nos dias de hoje, vale muito a pena assistir! 


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sorvetes Tofutti ~

Realizei uma gordice vegana: Comer um sorvete da Tofutti
Quando eu ouvi rumores dizendo que a empresa ia trazer esses lindos sorvetes pro Brasil eu fiquei super ansiosa pra prová-los, mas eles chegaram primeiro nas Capitais do Rio e São Paulo. Só agora, após alguns meses no Brasil, que os ditos cujos chegaram ao interior (e enfim matei a minha vontade)! Esse post do Vista-se fala um pouco sobre onde já existem produtos da Tofutti no Brasil. Aqui, em São Carlos -SP, eu os encontrei na Mundo Verde.

Apaixonei <3
Essa empresa é cruelty-free e com produtos alimentícios sem origem animal, bastante conhecida no universo vegano. No site dela tem todos os ingredientes de seus produtos e também tem um FAQ bastante detalhado, pra quem quiser saber um pouco mais. 

Eu comprei o sabor Baunilha com amêndoas e achei ele muito, mas muito, mais gostoso do que eu esperava! Esse sabor me lembrou um pouco um sorvete de flocos, pois tinha uns pedacinhos de amêndoas com chocolate  no meio dele. O gosto é maravilhoso e a consistência, cremosíssima (É ainda melhor quando ele está meio derretidinho, não tão congelado)! Não é idêntico ao sorvete com leite, mas é delicioso à sua maneira! Comprei o potinho de 500g por R$ 16,00 (E olha, vale cada centavo de gostosura)  :D 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mais sobre produtos orgânicos ~

Ando me interessando muito por orgânicos, como já deu pra ver né? 
Então lá vai mais um pouco sobre o assunto :)

É importante entender os conceitos vegano e orgânico quando aplicados à cosmética. Um cosmético dito como vegano não contém matéria-prima de origem animal ou utiliza testes em animais (para garantir a segurança do produto), seja em sua versão final, seja nos componentes da fórmula. Já um cosmético  orgânico pode ter ingredientes animais sim, desde que coletados de animais vivos, como mel, cera de abelhas ou lanolina (proveniente da lã de carneiros). E não necessariamente todo produto vegano é orgânico, afinal ele pode utilizar matérias primas sintéticas, ou cultivadas com agrotóxicos e não seguir o conceito  de orgânico. Ou pode ser os dois ao mesmo tempo!

Cosméticos orgânicos não tem uma definição única, muito menos uma legislação que a defina com certeza, mas, são considerados orgânicos aqueles cosméticos que foram desenvolvidos com matérias-primas certificadas por órgãos reconhecidos, como a IBD ou a ECOCERT (que falei no post anterior). Estes, não devem utilizar agrotóxicos em seu plantio, processos químicos que representem qualquer risco à saúde humana, preservantes convencionais e nem serem testados em animais. Eu trouxe a definição do que é considerado orgânico para duas certificadoras diferentes (e mais conhecidas no Brasil) pra mostrar que há alguns detalhes diferentes: 

Maiores explicações no site da IBD


Maiores explicações no site da Ecocert


 Há também algumas divergências quanto ao uso de matéria-prima animal, pois a IBD afirma que se este produtor usar ingredientes animais na composição, esta deve ser somente aceita quando obtidos como subprodutos (mel, cera de abelha, lanolina e leite), sendo proibido o sacrifício de animais para obtenção de matérias-primas. Já a Ecocert diz que matérias-primas extraídas de animais vivos ou mortos são proibidas e que algumas matérias-primas animais produzidas naturalmente (penso como exemplo a cera de abelha), desde que não sejam extraídas de seu organismo (aí exclui-se o leite ou a lanolina), são autorizadas e submetidas a restrições (voltando ao exemplo, uma cera de uma criação orgânica de abelhas seria considerável  para a Ecocert). 

Aqui vão algumas lojas que vendem produtos orgânicos:


Então, sempre leiam os ingredientes (procurem selos de certificadoras veganas) e vejam a procedência dos ingredientes antes de comprar o seu produto orgânico. Para nós veganos, é um pouquinho além disso, né? :)

Fontes: IBDEcocert, Gorgeous skin.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Composição dos cosméticos

Estou de volta! :D
E hoje eu resolvi trazer um pouco do que andei lendo esses tempos de folga do blog: um pouco sobre químicas/toxinas em cosméticos! Então senta que lá vem história...

De acordo com uma pesquisa do Environmental Working Group (EWG) viu-se que uma mulher usa em média 12 produtos de cuidados diários e um homem usa 6 produtos, sendo que cada produto contém vários compostos químicos, levando a mulher a receber pelo menos 180 compostos por dia e o homem 85. Contudo, destes compostos, somente 20% deles tiveram sua segurança avaliada e muitos outros nós sequer sabemos o que podem fazer com a nossa saúde ao longo de uma exposição contínua (ainda mais se considerarmos que começamos a ser bombardeados por química e toxinas desde bebês, já que nem produtos de higiene infantil estão à salvo). Fonte: EWG

Mas aí nós pensamos: Vou procurar produtos com menos química! Se vemos escrito na embalagem de um produto que ele é natural ou com ingredientes orgânicos, ele deve ser natural ou orgânico, certo? Daí, quando nos deparamos com a composição deste mesmo produto, observamos vários ingredientes com nomes complicados que nem sequer sabemos pra que servem ou o porquê de estarem ali! Indo mais a fundo, descobrimos que ele contém inúmeros compostos químicos perigosos à saúde, como os derivados do petróleo (os famosos parabenos), ingredientes potencialmente tóxicos, alergênicos ou ainda que podem causar câncer! Isso é realmente natural ou orgânico? Infelizmente não. Esse vídeo da Annie Leonard "Story of cosmetics" ilustra de uma forma mais divertida esse assunto:


A indústria cosmética ainda não tem tanto rigor quanto à composição dos produtos, sendo assim, devemos ter muito cuidado ao nos depararmos com produtos que dizem ser "naturais", pois basta que eles utilizem algum extrato vegetal no meio da composição que já podem colocar isso escrito bem grande no rótulo, afinal, não há legislações concretas que barrem esse tipo de coisa (Existe apenas a lei 10.831/03, que regula a produção, transformação e comercialização de alimentos orgânicos)

Porém, nem tudo está perdido! Atualmente existe um movimento de algumas empresas/produtores que procuram ir contra a maré de químicas nocivas e trazer produtos orgânicos, ou seja, produtos com menos matéria prima sintética ou tóxica e cada vez mais natural. No geral, exige-se que haja nestes produtos um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos. Os outros 5% da composição podem ser de outras fontes sem certificação (provenientes de agricultura ou extrativismo, desde que sejam permitidas para formulações orgânicas), sejam elas sintéticas ou ainda possivelmente de origem animal (como a cera de abelha ou mel), contudo, sendo proibido o sacrifício de animais para obtenção de matérias-primas. Fonte: SonBeauty; Ecocert; IBD. 

Entretanto, não basta que estejam impressas numa embalagem as palavras Produto Orgânico, Produto Natural, Ecológico ou qualquer adjetivo similar para garantir ao consumidor o que se está dizendo (pois está na moda ser "eco" e enganar a população com produtos nada naturais!). É preciso certificar seus produtos como orgânicos, através de selos de instituições como a ECOCERT, USDA ou IBD (foto). Assim, as certificadoras orientam os produtores interessados para que tomem conhecimento das “normas” e as cumpram em sua produção orgânica. Seus inspetores visitam regularmente as propriedades agrícolas e se constatarem que elas foram realmente cumpridas, autorizam aos produtores que utilizem na embalagem do seu produto o “selo de qualidade” da certificadora. A única certeza do consumidor são os selos das certificadoras, cujos inspetores de fato, acompanharam todo o processo produtivo daquele ingrediente/produto/alimento. Ainda existem pequenas divergências entre as certificadoras quanto a definição de orgânico, mas a essência é a mesma: garantir uma produção segura, que proteja os produtores, os consumidores, a natureza e o planeta. Fonte: How Stuff works.
Fonte: Blog Lookaholic
Por fim, além disso tudo, eu, enquanto vegan, também busco saber quanto à composição de origem animal nestes produtos, pois nem todo produto orgânico é vegan! O que facilita a vida são os selos de certificação vegan que algumas certificadoras oferecem, como a SVB ou a Vegan Awareness Foundation e são tão importantes quanto os selos orgânicos!


Alguns selos de certificadores vegans!
Então já vimos que ler rótulos e pesquisar sobre os produtos é essencial, né?  :)
Mas quanto aos produtos e marcas orgânicos e vegans, fica pra um próximo post! Por hoje é só, fiquem  sempre de olhos abertos!