terça-feira, 30 de julho de 2013

Leites vegetais ~

Acho que uma das coisas mais difíceis de largar na minha transição de ovolacto para o veganismo foi a questão do leite. Primeiro que me dei conta de que existia leite em muita coisa que eu nunca imaginei e depois pensei: e agora? Como substituir? 

Assim, pensando principalmente em ajudar alguém que está na transição para o veganismo e quer alternativas legais para substituir o leite na alimentação, apresento algumas opções de leites vegetais :)

Purity 



A Purity pertence à Cocamar, que não realiza testes em animais. O leite de soja sabor Original com Cálcio, Frapê de Coco, Cerais com Mel (que não contém mel nenhum na composição, haha) e Original com Cálcio Light são considerados veganos (vide aqui). Os sabores Morango e Mamão com Banana não são veganos pois contém carmim. Apesar de ter a Vitamina D na composição, a empresa alegou por SAC ser de origem vegetal tanto essa quanto à Vitamina A presente nos sucos/leites de soja Purity. As mesmas são de origem Suíça e não são extraídas, nas sim obtidas por processos de síntese quimica. A purity tem um preço acessível e é fácil de encontrar em supermercados.

Olvebra


A Olvebra não testa e tem somente uma opção vegana de leites de soja: o Soymilk Ômega (foto), pois este não contém vitamina D. A empresa afirmou que os demais sabores como o Soymilke Natural, Soymilke Chocolate e Soy Original/Chocolate (líquido) possuem Vitamina D (Colecalciferol) de origem sintética, mas sintetizada através de um produto de origem animal (lã de ovelhas). Eu particularmente amo esse leite de soja, é o que tomo já há algum tempo. Também adoro o fato dele ser em pó (pois nunca dou conta de acabar a caixinha de leites longa vida). É possível encontrá-lo em grandes supermercados (veja aqui onde vende na sua cidade) e na loja virtual da marca. Eu compro direto no mercado e pago por volta de R$16,00 a lata. 

Isola Bio

A Isola Bio é uma marca italiana que também não testa em animais e vende produtos alimentícios 100% vegetais com certificação orgânica. Possui leites vegetais diversos, fugindo do uso somente de soja, como leites de arroz, quinoa, coco, amêndoas, etc. É mais difícil encontrá-lo (principalmente em interiores), mas vende onde há supermercados da rede Pão de Açúcar e pelo que vi o preço também é mais caro (por volta de R$12,00), tanto por ser orgânico quanto por ser importado da Itália.

Native 



A Native vende produtos alimentícios orgânicos certificados pela IBD (logo também não fazem testes em animais para ter tal certificação). Ela possui leites de soja da Linha Green Soy e tanto o leite Green Soy Original quanto o Green Soy Chocolate são veganos. É possível encontrar alguns produtos da marca em grandes mercados, caso queira saber onde vende na sua cidade é só perguntar ao SAC ou ligar. O preço varia entre R$10,00 e R$12,00.

Jasmine 
A Jasmine tem uma linha de leites vegetais orgânicos (certificados pela IBD), como o  leite de amêndoas, aveia ou arroz e todos são veganos. Acho relativamente fácil encontrar os leites em lojas de produtos naturais, nas lojas Mundo Verde e em alguns supermercados maiores (no site da marca também existe uma seção para procurar a sua cidade). O preço que não é muito bonito, já vi variar de R$10,00 à R$18,00. 

Extrato de soja 


Outras opções também são os extratos de soja (que nada mais são que os leites de soja também, mas a forma solúvel da soja apenas, sem mais ingredientes). Estas geralmente tem valor mais acessível e são relativamente mais fáceis de encontrar em cidades menores, mas sinceramente acho melhor para uso culinário do que para tomar puro (eu gosto de um gostinho de Baunilha, mas isso é muito pessoal). Algumas marcas que vendem esse produto são a Mãe terra e a Jasmine.

Leites vegetais caseiros

Além dessas opções todas, se você prefere economizar e tem disposição para fazer seu próprio leite vegetal, receitas e opções é que não faltam! Eu adoro e sempre que posso faço uma receita nova de leite vegetal para experimentar, os meus preferidos são os de amêndoas, castanhas-do-pará e amendoim. Já falei um pouco desse assunto aqui.

Então agora é só ir experimentando os leites vegetais que forem mais acessíveis para você e susbtituir! Desculpem o post longo e espero que tenha ajudado <3

Fontes: Veganismo.org; PEA; Guia Vegano e Animal Liberty

Obs: Pesquisando um pouco descobri que o leite de soja da Yoki e da Ades (tão comumente usado na transição do veganismo por muitas pessoas) tem Vit. D de origem animal, não sendo considerado vegano. Além da Ades ser da Unilever, que testa em animais. 

Obs 2: Também tem o leite da linha Naturis Soja da Batavo que não contém nada de origem animal na composição mas pertence à marca Perdigão/Sadia que testa em animais, então eu pessoalmente acho melhor reforçar o consumo de outras marcas. Contudo, acredito sinceramente que cada um faz o que está ao seu alcance no veganismo, se por acaso só tiver esse leite acessível perto de você, acredito que o consumo dele ao invés de um leite de vaca é muito mais importante do que não consumí-lo e seu esforço não será em vão. O importante é a disseminação do estilo de vida vegano e com menor sofrimento animal :)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Argila da Extratos da Terra ~

Um tempo atrás abriu uma loja da Extratos da Terra perto da minha casa (aqui em São Carlos - SP) e resolvi conhecê-la. Conversando com a dona da loja fui super bem recebida e lá me apresentaram várias linhas da mesma. A Extratos da Terra é uma marca brasileira de cosméticos e vende produtos capilares, corporais, faciais e possui até uma linha para homens. De acordo com a mesma, eles não testam em animais e a única matéria prima animal que eles dizem utilizar é a queratina da linha capilar (mas é sempre bom ficar de olho, ler os rótulos, etc). Saí fuçando os produtos até achar algo que me interessasse (sem muita química de preferência), me deparei com a linha profissional e me apaixonei pelas argilas em pó. 

É muuuuita argila! :D
Comprei esse pacotão de argila  por R$34,00 e achei muito bom o custo x benefício (minha gente, 700g dura de-mais)! Tanto que ainda achei que era demais pra mim e dividi com uma amiga, ficando com metade do pacote, e ainda assim acredito que vai durar um bom tempo. Tinha 3 tipos de argila pra escolher, a verde, a branca e a preta (só essa última era mais cara, saía por R$44,00). Escolhi a verde por ser mais voltada para peles oleosas/mistas (neste post tem mais informações/fontes sobre os tipos de argila e suas características). 

Rótulo da argila Verde, detalhe para os ingredientes <3
O que eu mais gostei foram os ingredientes. Por se tratar de uma argila em pó não há necessidade de conservantes, espessantes e o escambau. E também, gosto de eu mesma montar a argila para aplicação. Outra coisa linda é a avaliação destes ingredientes no EWG, está com menor risco possível à pele, com nota 0.

Estou usando 1x por semana e já sinto bons resultados com ela. Até o momento não percebi nenhum efeito rebote, mas vale lembrar que assim que eu limpo o rosto já aplico um tônico e hidratante. Sinto que a minha zona T dura mais tempo sem oleosidade, meu rosto mais limpo e com uma luminosidade bem natural.

No geral gostei muito dessa argila e achei muito bom o preço, acredito que vale a pena investir. Dá pra encontrar na loja virtual da Extratos da Terra ou nas lojas físicas (no site mostra onde existem distribuidores da marca).

terça-feira, 2 de julho de 2013

Lápis de olho da Alva ~

Mais uma aquisição nova da Alva, que por sinal, ando usando de-mais! Lápis de olho é algo que me nego a sair de casa sem, então quando vi meu antigo lápis de olho da Elf chegando o fim, corri pra comprar um substituto. Estou gostando muito dele, já está entre os meus preferidos!

Vegano, sem cera de abelhas ou carmim <3

Ingredientes: Octyldodecyl Stearoyl Stearate, Hydrogenated Palm Kernel Glycerides, Hydrogenated Vegetable Oil, Prunus Amygdalus Dulcis Oil*, Cera Carnauba, Olus Oil, Candelilla Cera, Mica, Sesamum Indicum Oil*, Hydrogenated Palm Glycerides, Polyglyceryl-3 Diisostearate, Glyceryl Caprylate, Tocopheryl Acetate, Sorbic Acid. Pode conter +/-: CI 77491, CI 77492, CI 77499, CI 77891, CI 77510, CI 77288, CI 77289, CI 77742, CI 77007, CI 77163. 

Achei a composição boa e menos nociva, comparando com lápis convencionais. Com nota 2 no EWG, é considerado de baixo risco à saúde (ver aqui)! Também, de acordo com a marca, é indicado para quem usa lentes de contato e pessoas com peles sensíveis. 

Minhas impressões: Achei que o lápis desliza com facilidade, tem uma ótima pigmentação (média à alta) e dura consideravelmente (cerca de 4h - 5h sem primer, pó, nem nada segurando ele). Tem uma consistência mais cremosa, é bem macio e por isso não machuca ao passar em qualquer parte dos olhos (sou mais sensível na linha d'agua e não senti incômodo algum ao usá-lo!). Contudo, por ter essa característica, também senti que quando uso ele na pálpebra superior ele "carimba" com facilidade, mas nada que uma sombra preta por cima não resolva.

Traçado do lápis no dorso da mão!
No dia-a-dia gosto mais de usá-lo na linha d'água e ele está cumprindo muito bem essa função, fica lá bonitinho por umas boas horas sem borrar ou escorrer (mas também acho que tem o fator clima, que está mais friozinho, não sei como ele se comportará no calor, já que é macio e mais cremoso). Também é fácil de esfumar e o acabamento dele é mais molhadinho e sem brilho.

 
Lápis na pálpebra superior e linha d'água ( o brilho é do flash, o acabamento dele é mais opaco)
Preço: Custou R$37,30, pois comprei na loja internacional da Alva (Inglaterra). No Brasil você encontra por R$45,00 (com os lindos impostos) na  Flor de Magnólia ou na loja virtual da Alva do Brasil.